set
22

Casa Nova

Vinte e cinco. Esse é o número de mudanças de residência que já fiz em toda minha vida, em 3 cidades diferentes. Essa mudança foi como todas as outras, ou seja, meu guarda roupas foi destruído mais um pouco (acho que ele ainda agüenta mais 2 mudanças), muitas coisas foram encontradas durante a [des]arrumação da casa antiga e muitas foram perdidas na [des]arrumação da nova, a velha vizinhança ficou em prantos e a nova começou a fofocar.

“Aquele vizinho novo, sabe? Então, ele é negro.”

“Jura? Coitado….”

A nova casa é pior que a antiga. E como eu gostava da antiga casa. Acho que nunca mais terei uma suíte. Não era tão bom quanto eu imaginava, mas sentirei falta. Sentirei falta também do meu quarto, isolado do resto da casa, próximo a porta, permitindo que eu tivesse liberdade de realizar orgias semanais. Nunca realizei uma, mas tinha liberdade para fazê-lo.

A nova casa tem uma grande desvantagem: vizinhos nonsense. Sabe, eu realmente curto escutar um Modern Talking de vez em quando, afinal os caras eram estilosos (duvida? Dá uma olhada no clipe de “Cheri Cheri Lady”. Muito estilo!) e ainda, de quebra, lembro da minha adolescência, quando escutava muito dance dos anos 80, porque meu irmão mais velho gostava. Mas meus vizinhos escutaram as mesmas músicas do Modern Talking durante todo o fim de semana, e pior, com um som ensurdecedor, no último volume mesmo. Juro que achei que seres assim tinham morrido no bug do milênio.

Mas o que estava ruim ficou muito pior assim que liguei para minha empresa de telefonia com o objetivo inocente de uma mudança de endereço da linha. Miserável! Descobri qual foi a jogada de dar a empresa o nome deste país. Assim como o país do carnaval, essa empresa também não entende nada de gestão administrativa.

“Aperte 3 para continuarmos te fazendo de otário!”

Aperto 3

“Opção inválida!”

Liguei para a tal empresa 7 vezes, totalizando incríveis 4 horas em ligações. A cada vez que ligava, uma solução/motivo/desculpa diferente. Um atendente desmente o outro. O esforço desses seres gerundianos é para transferi-lo para o raio que o parta.

“Eu vou estar te transferindo para a CANC - Central de Atendimento ao Negro Caloteiro. Um segundo, por favor.”

Um segundo??? Queria eu que meus segundos fossem tão grandes quanto os deles.

Bom, resumindo, a mudança foi um fracasso. Mas já me habituei ao meu novo lar, assim como fiz das outras 24 vezes. Só não me esforço muito para me apegar, pois sei que em breve estarei arrumando as malas novamente e seguirei, nessa vida nômade a que me destinei (nossa, para esse final ficar do capricho só falta uma música adequada… não falta mais!

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3 Comentários

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  • Isah Said:

    Menino, q coisa! Mudei-me 4 vezes de casa. E eu achava q era muito. Tenho amigos q nunca mudaram de casa. Morei meus primeiros 8 anos numa casa aqui na minha cidade. Mudei de cidade, fui morar em Feira. Morei 6 meses em uma casa, e 3 anos e meio em outra. Voltei à minha cidade, e moro há 8 anos em uma outra casa, q por sinal, é no mesmo bairro da 1ª. Eu não sei pra onde voooooou… Pode até não dar em nadaaaaa, Minha vida segue o soool, no horizonte dessa estradaaaaa…[Combinou TOTAL! hahaha] [cara, nem lembrava mais q essa música existia. Aliás, lembrei agora das tardes na 2ª casa q eu morei em Feira, na época q eu ADORAVA essa música.]

  • Negão Internauta Said:

    Sabe que nem eu lembrava dessa música?

    Eu estava pensando em algo do velho oeste, naquela música que fala assim “Ipie-ai-ooooo, ipie-ai-eiiiiiii”, mas não sei o nome dela.

     

    Daí, como mágica essa música veio a minha mente. Combinou mesmo. :D

  • Insanidade | Negão Internauta™ Said:

    [...] tudo isso só posso concluir uma coisa: preciso urgentemente me mudar novamente. Apesar de ter me instalado aqui a pouco tempo, por algum motivo, não me sinto seguro neste [...]

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