Papo Cabeça

Mentiras que o Povo conta: Dourado

Você pode não gostar de BBB, não assistir, abominar quem assiste, dar unfollow em quem só fala no assunto, ainda não adquirir a Playboy da Tessália por ela ser ex-BBB e jogar as fotos dela direto na lixeira quando receber de graça no e-mail. Mas existe algo que você PRECISA saber: estão usando o BBB para destruir alguém. E isso me parte o coração. Mentira!

Marcelo Dourado é um lutador de vale-tudo de modos duvidosos, natureza truculenta e filosofia agressiva. É o tipo de cara que eu evito na vida real e que me evitam também por não curtirem almofadinhas blogueiros (isso, é claro, baseado em um preconceito). Tenho gosto, tesão, prazer sexual de falar mal de camaradas como esse entre meus amigos. Você também deve fazer o mesmo, não seja falso.

Mas o que vem acontecendo com esse pobre coitado é um crime. Sim, um crime de calúnia, um dos piores crimes que boçais covardes podem cometer. Dourado está sendo acusado de ser…. dude, this is hard… HOMOFÓBICO! Não sei como conseguem acusar alguém de algo tão grave com tanta facilidade. É como no caso Danilo Gentili, quando por um tweet qualquer, acusaram-no de racista (idiota, com certeza, racista, não).

Grave, sim. Não apenas pelo caráter penal, mas acusação como essas tendem a manchar as lutas de classe, como é o Movimento Gay. Simplesmente escolher um bode expiatório para descontar à discriminação e a homofobia existente no país é tornar vã toda e qualquer passeata ou parada que se faça. Dourado tem me surpreendido no programa, demostrado uma atitude que sempre espero daqueles que ainda não se sentem preparados para conviver com todo o tipo de opção sexual. De repente, ele, que parece sempre ter evitado conviver com gays em situações íntimas, de descontração, por não ter afinidade (podem me acusar de idiotofobia, teologodebutecofobia e corintianofobia) se vê convivendo com uma diversidade imensa e tem que lhe dar com isso enquanto disputa R$ 1,5 milhão em um jogo de convivência. Eu não conseguiria no lugar dele, no primeiro dia, brigaria (e provavelmente apanharia até a morte) com os Corinthianos.

Você pode não gostar das atitudes do Dourado. Pode fazer campanha contra ele no seu twitter. Pode até oferecer 50 mil para tira-lo da casa. Mas chama-lo de homofobico? Ah, isso pode ser um problema… para você. Espero que o próprio tome atitudes legais (no sentido de ir à justiça) para garantir sua integridade moral (a pouco que lhe restará como ex-bbb).

PS: talvez ele seja homofóbico e esteja só fingindo não ser para ganhar a grana, mas quem sou eu para acusa-lo assim, sem provas?

PSS: Imagens meramente ilustrativas.

[update] PSSS: quase esqueço de colocar o link para outro ótimo texto sobre o assunto: Dourado x BBB x Homofobia.

A verdade sobre o Orkut Ouro

Pois é, durou pouco. O post anterior fala sobre uma brincadeira que rolou no Twitter hoje durante toda a madrugada e vinha avançando para o dia. Primeiro, achei que ficaria óbvio o absurdo das funções descritas como sendo exclusivas de usuários Ouro, mas parece que muita gente acreditou mesmo na existência de uma versão paga do Orkut. E o pior, estavam doidos para pagar por isso.

Publiquei o post à pouco mais de uma hora e acreditem, já recebi mais de 10 e-mails (número que crescerá até a hora da publicação deste post) pedindo convites para o tal Orkut Ouro. Até aí, tudo bem, coloquei o e-mail exatamente para saber se o post estava suficientemente surreal, mas parece que não.

Pois bem, a Google já desmentiu a história publicamente, ou seja, NÃO EXISTE ORKUT OURO! É importante que isso seja dito nesse momento, já que existem espíritos de porco que estão pedindo o usuário e senha de cidadãos desavisados em troca de convites.

Orkut Ouro

De tempos em tempos, uma trollagem dessa ganha força na internet. Antes de cair na hype, ser levado pela conversa, procure por informações oficiais, não confie nem no G1 ou R7, talvez no Meio Bit.

A partir de agora, usarei um selo nos posts irônicos e/ou não-verídicos, para evitar transtornos aos leitores. Mas lembrem-se, este é um blog de humor (sic), não acredite nele até que se prove o contrário.

FHC diz que Dilma é uma marionete de Lula

Fernando Henrique Cardoso, lembra dele? O salvador da pátria, aquele que se re-elegeu, aquele que viajava muito, aquele que passou por vários escandalos políticos. Sim, ainda estou falando do FHC, apesar de servir para o Lula e para diversos outros políticos eleitos por esse Brasil afora.

Pois bem, Fernando Henrique Cardoso disse que Dilma não passa de um fantoche, um boneco, uma marionete nas mãos de Lula.

Agora conta uma novidade, FHC.

Ateísmo: a nova escolha dos idiotas


Por muitos anos, eu diria até o fim dos anos 90, as religiões eram soberanas, sobretudo a Católica. Se não ser católico já era motivo para preconceito, imagine então declarar-se sem religião. Logo se formava uma rodinha de velhas corocas, e Ave Marias eram rezadas para exorcizar sua pobre alma.


Sai, demonio, esse corpo não é ateu!


Mas a era da informação trouxe um panorama diferente. Pessoas sem crença declarada passaram a perceber que não estavam sozinhas no mundo, e mais, eram muitos e muitos. Logo, ser ateu deixou de ser um ato de rebeldia, uma maldição, uma influência demoníaca e passou a ser uma escolha consciente, sadia e respeitável. Bem, na verdade não é bem assim.


Pesquisas mostram que ateus são odiados pelo brasileiro. Ao ver isso, estranhei: o que os ateus fizeram de ruim? Mas com o passar do tempo cheguei a conclusão derradeira: EU TAMBÉM DETESTO ATEUS.

Sim, detesto ateus tanto quanto crentes (aqui incluo toda religião que exija algum tipo de pregação da ‘palavra’). Por que? Porque ateus estão cada vez mais chatos. Dizem que não crêem em nada, mas acreditam cegamente em “dados científicos comprovados”, sem nem ter idéia do que estão falando. Não admitem que outros tenham religião, como se a ciência já tivesse respondido todas as perguntas do universo. E assim como qualquer religião, tentam impor seu estilo de vida para todos.

Não estou falando de todos os ateus, assim como não falo de todos os crentes. Mas a tendencia está aí, é só reparar. Não fique surpreso se em breve um grupo de garotos bem vestidos aparecerem em sua porta, com exemplares da Science e da Superinteressante, explicando a teoria do Big Bang, desmentido a morte e ressurreição de Cristo e dizem que Buda foi só um filosofo obeso.

Não tenho religião, mas se preciso for, vou na igreja, seja ela qual for. Até o Sheldon, do The Big Bang Theory, sabe como é importante às vezes ceder às convenções sociais. Spock também entenderia. É lógico.

Por fim, se você é ateu, good for you. Se você tem uma religião, much better. Se você quiser discutir abertamente isso comigo, fine. Agora, se você quer me mostrar sua verdade, FUCK OFF!

Sou Agnóstico, assim como o Roberto Teixeira.

Agnóstico: um ateu que perdeu a fé.

Brasil: Um país simplesmente hardcore

Imagine um onde você pode ser processado por fazer uma piada claramente inofensiva. Um país que gosta de criticar, mas nunca de ser criticado. Um país onde um esporte é motivo para destruição sem sentido. Agora imagine-o ao som de Sabotage, do Beastie Boys. Pois é, esse caos todo lembra muito o Iraque, Irã ou qualquer país árabe (ah, esqueci de acrescentar um leve preconceito xenofobico enrustido), mas não. É no Brasil, onde a situação está deplorável.

Em Curitiba, a insanidade usa o uniforme de um dos três times ‘grandes’ da cidade. Em dias de jogo a quebradeira e a violência começam antes e continuam depois. Me pergunto o todo o prejuízo compensa. Torcedores fanáticos (não confundir com a famosa torcida do Atlético, mas também não isenta-la) fazem arrastão, destroem diversos locais e agridem, verbal ou fisicamente, qualquer pessoa que possa, eu disse POSSA, ser torcedor de um dos rivais. E eu nem moro em Curitiba, mas toda vez que passo por lá vejo isso.
Mas não é só a capital paranaense que sofre com a insanidade das torcidas. Vide o caso Vagner Love. Ele é mala sim, pipoqueiro de mão cheia e talvez não mereça o salário que recebe. Mas agredi-lo pelo mal exercício da profissão não é coisa de gente normal. E ainda nos assustamos quando vemos jogadores sendo ameaçados por Shakes em times do Oriente Médio.
Talvez o problema do brasileiro seja essa paixão religiosa que nutre pelos seus times e, as vezes, pelo país. O cara torce pelo time e por ele deve fazer tudo, tudo mesmo, senão não é torcedor. Quem ama o clube de verdade deve lutar por ele, defende-lo com unhas e dentes. Isso no papel é lindo, mas na prática gera isso que vemos no vídeo acima. Pessoas que colocam seus clubes à frente de suas vidas e, quando o primeiro desaba, a segunda não faz mais sentido. Então, liga-se o “foda-se”.
Robin Williams fez uma piada que qualquer um de nós faria. Desde os mais patriotas até os que odeiam essa nação. Mas ele é estrangeiro. Então merece pagar por se utilizar de fatos consumados (turismo sexual e trafico de drogas no Brasil) para fazer uma piada (só faltou utilizar a tag #piada ou #standupbr na frente). Como disse o Cardoso, nós não temos senso de humor nenhum. Humoristas daqui são vigiados de perto e enquadrados à qualquer deslize. E ai do jornalista que ousar falar de sua santidade o presidente ou ainda da gostosura imensa das mulheres de Ipanema.
Mas percebeu que todas essas reações e manifestações de paixão, ódio e loucura são por motivos absolutamente futeis. E quando existe uma reação raivosa movida por política ela sempre tem algo muito maior por trás, que envolve manipulação das massas. Não trata-se de uma revolta, trata-se de um golpe.
Ou seja, não admitimos liberdade de expressão, não valorizamos política e temos nosso cotidiano controlado pelo futebol, a paixão nacional.
Não está fácil viver no Brasil.

Não Segurou, Berenice?

Aqui você vê apenas os vídeos interessantes não pornográficos da carreira de Leila Lopes.

Dizem que depois desse acidente, Leila Lopes nunca mais foi a mesma. É, dá pra sentir algo diferente nela nesse vídeo…
R.I.P. Leila Lopes. A estrada é diferente, mas o destino é sempre o mesmo.

Morre Lombardi

É com grande pesar que comunicamos o falecimento do locutor Lombardi. Alías, O lucutor Lombardi. Lombardi e Silvio Santos são a dupla mais ficção do mundo real. Algo como Batman e Robin. Era uma voz do além, sem rosto, como uma entidade superior. Tornava Silvio Santos um ser mágico, que convocava um ser superior sempre que necessário. Ok, talvez seja exagero, mas será dificil imaginar o SBT sem o “Ok, Silvio”.
E essa morte transfoma 2009 em um ano trágico para minha geração. Lá se foram Patrick Swayze, Melocoton, Hebert Richards e principalmente Michael Jackson. Todos eles, cada um de seu modo, fizaram parte de nossas formações. Lombardi parecia imortal, como Beto Carreiro também parecia. Até mesmo a Vera Verão, lembram?
Agora, uma foto do Lombardi do modo que sempre lembrarei:

Mais informações aqui.